quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ariel, Bela, Jasmin, Mulan e Pocahontas


Agora, farei um post dedicado às princesas que faltavam: Ariel, Bela, Jasmin, Mulan e Pocahontas! Mas, antes de analisá-las e compará-las com as mulheres do mundo real, vou fazer um breve resumo da história de cada uma, para que você, meu caro leitor, possa conhecer melhor essas 5 Princesas Disney.

Era uma vez, uma princesa chamada...


... Ariel! Ela era a filha mais nova do grande Rei dos mares, Tritão. A princesinha sereia sempre sonhava em um dia ir para o mundo da superfície, mas seu pai sempre a proibia. Um dia, ela se apaixonou por um lindo humano, chamado Eric. Desobedecendo ao seu pai (como sempre), ela deixou o mundo do mar e foi atrás de seu amado. Envolveu-se com uma com uma bruxa má, Úrsula, para conseguir o que queria. Por causa desse envolvimento, ela quase perdeu seu amado e seu pai para a bruxa. Ariel enfrenta Úrsula sem medo e a derrota (para salvar seu pai e amado principe), com a ajuda de Eric (o qual aparece SOMENTE no final da luta para ajudar). Ela consegue se casar com seu amado e tudo acaba com um “viveram felizes para sempre”!
Alguns “dados” sobre “A Pequena Sereia”: o desenho foi feito em 1989. A princesinha, diferente das princesas comentadas no post anterior, é uma Sereia de cabelos ruivos. É uma princesa de temperamento forte, desobediente, que não se prende ao status de “filha do rei”, gosta de ser independente (gosta de resolver tudo, inclusive seus erros, por si mesma) e apesar de ter uma bela voz e ser a mais bela do fundo do mar, ela não se interessa e nem se importa com isso (não coloca a sua beleza exterior e dom acima de tudo).
... Bela! Ela era a filha de humilde comerciante. Um dia, seu pai, voltando de uma viagem, parou no jardim de castelo e colheu uma rosa vermelha e linda para sua filha. A Fera furiosa saiu de dentro do castelo e o tornou seu servo por causa da rosa. Ele volta para avisar sua filha que não poderia mais ficar em casa e explica o porquê. Bela, não pôde deixar que isso acontecesse ao pai e insistiu (até convencê-lo, pois ela era muito teimosa) para que ele a levasse em seu lugar. A Fera concordar em ter Bela ao invés do mercador e o manda embora para casa. Os dias passam no castelo, Bela descobre que Fera é um ser muito amável e gentil (mesmo feio por fora, é lindo por dentro), e os dois acabam se apaixonando. É ai que aparece o egocêntrico e belo (só por fora) Gaston, que queria a linda Bela para si e tenta matar a Fera. A Fera o mata, mas fica gravemente ferida. No desespero em curá-lo, Bela o beija e a “feiosa” Fera se transforma em um belo príncipe e, mais uma vez, tudo acaba em um “viveram felizes para sempre”!
Alguns “dados” sobre “A Bela e a Fera”: Bela, assim como a Cinderela, não começa como uma princesa, ela torna uma quando se casa com o príncipe. E, diferente de todas as demais, ADORA ler! Ela é uma princesa teimosa, humilde, destemida (ela se “sacrifica” pelo pai, mesmo pensando nas conseqüências! Assume os riscos), criativa, vê e se importa mais com a beleza interior do que a exterior das pessoas, e apesar de ser a mais bela de toda a região, Bela não se importava com isso! E... é claro, ela deu um fora (hahahahahaha!) no cara mais “lindo” do lugar (porém egocêntrico e metido), afinal ela não gostava da personalidade de Gaston e não seguia a “tendência das mocinhas do desenho”, que era se apaixonar por homens lindos, fortes e populares (vai contra a “corrente”).

... Jasmin! Ela era a única filha do Sultão. Seu pai queria que ela se casasse, mas ela vivia descartando os pretendes que ele arranjava (queria casar-se por amor e não por obrigação). A "rebelde" princesa amava seu pai, mas não suportava viver dentro do castelo, ainda mais sendo obrigada a casar. Sentia-se presa e queria sair para conhecer o seu povo. Como ninguém permitia que ela saísse, ela fuge do castelo e encontra o ladrão Aladin (ladrão porque era pobre e precisava roubar comida para sobreviver), por quem se apaixona. Aladin consegue se transformar em príncipe com a ajuda do Gênio e conquista a mão da princesa em casamento. No começo ela o evita, acreditando ser mais um esnobe príncipe (de ínicio, ela não sabia que ele era o seu amado Aladin). Ela descobre quem ele é de verdade e aceita se casar. Mas o malvado vizir, Jafar, que queria se casar com a princesa para possuir o trono, estraga tudo. É Jasmin quem o enfrenta (mesmo como prisioneira) e o distrai (na verdade, ela o engana) para que Aladin o derrote. No final, Jafar é aprisionado e Aladin e Jasmim conseguem o seu “viveram felizes para sempre”!

Alguns “dados” sobre “Aladin” (aqui, estou sempre colocando o nome do desenho ao qual cada princesa pertence): Jasmin, diferente de todas as demais, é uma princesa árabe, com a cor da pele mais escura. Ela gosta de escolher o que a lhe interessa (não gosta que decidam o seu destino e nem o que deve ou não fazer... Gosta de fazer e decidir as coisas por si mesma), é bondosa, de gênio forte, não se interessa pelo dinheiro e nem poder, prefere uma vida simples e feliz do que uma vida “presa” em um castelo, é determinada, corajosa (afinal, ela conseguiu BEIJAR aquele NOJENTO do Jafar, para ajudar Aladin a derrotá-lo. Eca!), decidida, faz de tudo por aquilo que quer e por quem ama, é bondosa, não fica esperando pelo “príncipe encantado”, e mesmo sendo a mais linda, não ligava para isso (preferia seus princípios do que sua aparência e status).

... Mulan! Ela era a única filha de um casal humilde chinês. Mulan vivia com seu pai, sua mãe e sua avó. Um dia, precisava ir à casamenteira do povoado, mas como era meio “moleca”, atrapalhada, distraída (coisas que uma mulher na China antiga não poderia ser), acaba se atrasando para o teste. Tudo dá errado e ela é reprovada (não “serve” para ser uma esposa). Quando chega em casa, fica triste por ter se tornado uma “desonra” para a família. Logo depois, o seu pai é convocado para a guerra. Mulan tenta interferir, mas por ser uma mulher, não pode ir no lugar do pai (os homens eram mais “valorizados” do que as mulheres) e por interferir, é considerada, realmente, uma desonra pelo pai. Com medo que aconteça o pior ao seu pai (velho e debilitado) e inconformada por não poder substituí-lo, Mulan corta seus longos cabelos, veste a armadura do pai e vai á guerra. Lá ela passa por enormes dificuldades tentando se passar por homem e ser tão boa quanto os companheiros na arte da luta. Mulan torna-se “o melhor guerreiro” e acaba se apaixonando por seu capitão, por causa dessa paixão, acaba (sem querer) se revelando como mulher. É humilhada e deixada para trás. No final, quando o inimigo invade o castelo e seqüestra o Imperador da China, é ela quem o salva, derrota o inimigo, recebe os “tesouros” do Imperador como agradecimento e é reverenciada por TODOS (inclusive pelo próprio Imperador). No final, ela volta para casa, recupera a honra da família e tem, com seu capitão, o seu “viveram felizes para sempre”!

Alguns “dados” sobre “Mulan”: Mulan também é diferente das demais princesas, é a primeira e única princesa Chinesa, com a pele meio amarelada e olhos bem puxados. (e ela é a única que não é REALMENTE uma princesa, mas é considera uma das “Princesas Disney”). Ela é “rebelde”, fugia da sociedade tradicional (não admitia aquela tradição, indo contra a cultura da sua sociedade na época e se tornando diferente das demais garotas chinesas). É corajosa, valente, não espera que tudo aconteça (ela FAZ tudo acontecer), supera seus obstáculos e suas dificuldades, prova que as mulheres são muito mais do que os chineses achavam ser, e é ela quem toma, sempre, os primeiros passos (inclusive no relacionamento amoroso, hahahaha). “A flor que desabrocha na diversidade certamente e a mais bela!” (fala do pai da Mulan).

... Pocahontas! Ela era a única filha do grande Chefe de sua tribo. Um dia, seu pai disse que ela se casaria com o grande guerreiro Kocoum. Pocahontas se recusa a fazer isso, pois, apesar de ele ser um bom índio, ela não o amava. Ela sai da tribo para pensar e vai até a avó Willow (uma velha árvore com quem conversava) para pedir conselhos. Então, ela avista um navio chegando em suas terras e vai ver o que é. E encontra o belo europeu John Smith, se apaixonando por ele. John, um “assassino de selvagens” também acaba por se apaixonar pela princesa indígena. Ela lhe mostra tudo o que a natureza tem a oferecer (é uma princesa de espírito livre). Kocoum os vê junto e tenta matar John, mas quem acaba morto é Kocoum. A tribo de Pocahontas aprisiona John, para matá-lo ao nascer do sol. O grupo de John é ludibriado pelo ganancioso nobre Ratcliff (que comandava a expedição) e vai ao encontro da tribo. Haveria uma chacina, uma guerra entre “selvagens” e “civilizados” ao nascer do sol. Pocahontas aparece para salvar John e interfere na briga. Usando suas palavras e coragem, ela consegue impedir a guerra e gerar a paz entre os dois grupos. Ratcliff, não satisfeito, atira no pai de Pocahontas, mas John o salva, levando a bala no seu lugar. Para ser salvo e medicado corretamente, John é levado de volta para a europa e Pocahontas fica com o seu povo. Os dois se separam, aguardando que um dia se reencontrem e possam ter o seu “viveram felizes para sempre”!

Alguns “dados” sobre “Pocahontas”: Pocahontas é totalmente diferente das outras princesas também, é uma indígena (“selvagem” como os europeus chamam no desenho) de pele escura, meio avermelhada. É uma garota “selvagem”, que não gosta de seguir as regras que lhe impõem. Não admitia se casar sem amor. Seguia sua vida escutando seu coração e os espíritos do vento (que representavam a natureza), para ela tudo tinha vida. É linda (mas não liga para isso), independente, livre, corajosa e pertinente. Não se conformava fácil, pensava que sempre havia algo para fazer para solucionar um problema, nada estava perdido por completo e nada era complicado demais (não descansou até impedir a guerra). Ela via a essência das pessoas e da floresta ao seu redor (não se prendia a aparência).


Finalmente, vamos começar a “analise”, ou melhor, a comparação entre essas cinco adoráveis e admiráveis princesas com as mulheres do nosso mundo real.

Como podem ver, essas princesas representam aquelas mulheres mais “independentes”, que não ficam esperando o seu “viveram felizes para sempre” acontecer, elas o FAZEM acontecer (repare, caro leitor, que não estou afirmando que assim sejam TODAS as mulheres que as escolhem como heroínas, mas sim, que elas representam um perfil de mulher presente no mundo rela).

Para que não pense que eu, ou melhor, que nosso grupo está sendo etnocêntrista, explico, a partir de já, que no momento estamos apenas dando uma “introdução” a você dos nosso objetos de estudo e oferecendo uma breve demonstração do motivo que nos levou a escolher esta comparação (Princesas Disney e Mulheres Reais).

Há diversos perfis de mulheres pelo mundo, e aqueles perfis parecidos se “simpatizam” entre si, criando grupos de mulheres com características diferentes dos demais. E o perfil ou grupo feminino (se assim você preferir) que estou mostrando aqui, usando essas princesas como base, é o de mulheres que se consideram livres e independentes, que precisam ser protegidas o tempo todo por seus amados, que escolhem seus companheiros pelo o que são e pelo o que sentem por eles e não pela aparência e status. São aquelas que dinheiro e poder não é tudo, mas se precisar desses dois subsídios, os conseguirá por si mesmas e não por outros (ou por “heranças”). São, também, aquelas mulheres de aparências e culturas “diferentes” dos padrões estipulados pela estética social, que não se importam de ser de “raças” diferentes da maioria. Não se deixam ser subjugadas por suas diferenças e nem pelo seu sexo. Adoram provar sua força e capacidade.

Eis aqui, um perfil de mulher!

No próximo post, você poderá ver “enquetes” com várias mulheres (de diferentes idades, raças, jeitos e opiniões), para que possa observar, junto com nosso grupo, um perfil especifico para grupos femininos que possuem uma única princesa Disney como “heroína”.

Se você está curioso, ou quer entender melhor como e o porquê faremos essas enquetes, basta somente esperar pelo próximo post que alguma colega minha (do grupo) fará.

Desculpe pela bíblia aqui escrita e espero que tenha aproveitado (e gostado também) da leitura!

Fontes:

  • http://disney.br.tripod.com/priscila/id16
  • http://www.contandohistoria.com/amigosdisney

Fabiane Zambelli de Pontes

4 comentários:

Alvaro O disse...

Está ficando interessante.

B. disse...

Me identifico mais com a Mulan.

Ada Anjos disse...

Gosto muito da Mulan e Pocahontas, mas admito que me falta a coragem delas pra fazer as coisas acontecerem, muitas vezes acabo deixando as coisas pela metade. Agora uma coisa é fato: não concordo com os padrões antigos e tão menos atuais da mulher, durante muito tempo não me arrumava em parte por baixa auto-estima e por querer conhecer um cara que gostasse de mim por quem sou e não pelo que aparento ser! Também não gosto muito de ficar pedindo dinheiro aos meus pais pra tudo e prefiro abrir mão do que é meu pra ajudar a minha mãe.

Ada Anjos disse...

Mas ainda assim não me considero uma garota de atitude, estou aprendendo isso agora. rsrs